Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (26), transmitida pelo canal do YouTube, a presidente do Sintero, professora Dioneida Castoldi, explicou aos trabalhadores a decisão judicial que determinou o fim da greve da educação em Rondônia e detalhou os desdobramentos do acordo de conciliação. Segundo ela, o sindicato foi obrigado a assinar o documento, e a medida não reflete uma escolha da entidade, mas sim uma determinação da Justiça.
Dioneida destacou que a greve sofreu interferência de sindicatos alinhados ao governo, como Sinprof e Sintae, que teriam atuado para fragmentar a luta dos trabalhadores.
A ex-presidente do Sintero, Leo Simão, reforçou que o Sinprof teria armado uma armadilha para desestabilizar a greve, prejudicando a categoria. A advogada do sindicato, Márcia Cristina, afirmou que o governo não apresentou nenhuma proposta concreta, e que o procurador do Estado, Thiago Alencar, informou que a defesa dos técnicos e professores seria de competência de Sinprof e Sintae.
O ex-presidente do Sintero e advogado Nereu Klosinsk acrescentou que o sindicato nunca se opôs à criação de outras entidades sindicais, mas criticou que sindicatos alinhados ao governo acabam prejudicando a manifestação dos trabalhadores. “Se alguém levou alguma vantagem com isso, foram apenas os sindicatos que se venderam para o governo”, declarou.
Dioneida Castoldi também fez duras críticas à postura dessas entidades, afirmando que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) nacional está indignada com o comportamento de um sindicato de sua base, que, na avaliação da dirigente, fragilizou juridicamente a luta dos trabalhadores.
“Aqui não há medo de enfrentamento e não há sindicato vendido. O Sintero tem que ter responsabilidade de não enganar vocês”, reforçou Dioneida, garantindo que a entidade não abrirá mão da defesa dos profissionais da educação.
Durante a greve, a presidente também foi alvo de uma campanha de desconstrução de sua imagem promovida por setores da imprensa alinhados aos interesses do governo.
Mesmo com o fim da paralisação, o Sintero segue mobilizado e atento às estratégias de entidades que atuam em consonância com o governo.
