A greve dos trabalhadores da educação em Rondônia se intensificou nesta terça-feira (19), quando manifestantes ocuparam o Centro Político Administrativo (CPA), em Porto Velho, na tentativa de dialogar diretamente com o governador Marcos Rocha.
A categoria, que acusa o governo e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) de ignorarem suas reivindicações, foi impedida de avançar e houve momentos de empurrões com policiais que faziam a segurança do prédio.
Durante o tumulto, a presidente do Sintero, Dioneida Castoldi, criticou a postura do governo e reforçou que a greve tem respaldo na justa luta por valorização profissional. “Governo que não negocia com a categoria. Truculento. Que empurra e não responde. A nossa greve é justa. É por valorização e respeito”, afirmou a sindicalista, acrescentando que o Estado possui recursos financeiros para atender à pauta dos servidores.
Mesmo diante de denúncias de perseguição e assédio por parte de superintendentes e gestores escolares, a mobilização segue em alta.
Cone Sul
No Cone Sul, por exemplo, a manhã desta terça-feira foi marcada por um pit stop nas ruas, onde trabalhadores dialogaram com a comunidade sobre os motivos da paralisação e denunciaram a falta de abertura do governo para negociações.
A greve, iniciada em 6 de agosto, vem se fortalecendo com novas adesões em todo o estado, e o impasse aumenta a pressão sobre o governo, que até agora não apresentou novas propostas à categoria.
