A greve da educação em Rondônia continua mobilizada no Cone Sul, mesmo diante de denúncias de perseguição e assédio contra servidores, especialmente temporários, atribuídas às Superintendências Regionais de Educação ligadas à secretária estadual de Educação, Ana Pacini, representante do governador Marcos Rocha.
Em Vilhena, as ações contra os grevistas, segundo o Sintero, têm se intensificado, levando os dirigentes locais a reunir as denúncias para acionar o Ministério Público como forma de conter o que classificam como tentativas de desmobilizar um movimento legítimo pela valorização profissional.
Na manhã desta quarta-feira (14), os trabalhadores se reuniram em frente à Superintendência Regional de Vilhena para chamar a atenção da sociedade sobre a pauta da categoria. Durante o ato, os manifestantes afirmam que houve sabotagem no uso do banheiro do prédio, obrigando-os a recorrer a estabelecimentos comerciais próximos para utilizar sanitários.
À tarde, os grevistas visitaram escolas para dialogar com servidores e denunciar práticas de pressão. De acordo com o sindicato, por ordem da superintendente Nilta Nunes, o diretor da Escola Marechal Rondon foi pressionado a estabelecer horário especial, medida considerada ilegal pela diretora do Sintero em Vilhena, professora Lívia Maria, que reforçou que o horário do professor em greve deve ser respeitado. Na Escola Machado de Assis, o vice-diretor foi acusado de levar turmas de alunos para a quadra da escola, numa tentativa de manter atividades e minimizar o impacto da paralisação.
As denúncias apontam que Nilta Nunes, natural de Ariquemes, continua pressionando os servidores com o objetivo de enfraquecer e desmobilizar o movimento. Na última terça-feira (12), durante reunião com o deputado estadual Luizinho Goebel, uma servidora questionou a nomeação da superintendente, alegando que ela desconhece a realidade local e que profissionais do Cone Sul, mais preparados para o cargo, foram preteridos.
O Sintero afirma que a greve continuará até que o governador Marcos Rocha atenda às reivindicações da categoria. Nesta quinta-feira, 14, acontece uma assembléia às 9h, reunindo a categoria e avaliando movimento.
