A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) enviou ofícios às superintendentes regionais de educação de Vilhena e Cerejeiras, alertando para a importância de se falar a verdade na imprensa sobre o movimento grevista da categoria.
Assinados pela presidente do Sintero, Dioneida Castoldi, os documentos foram encaminhados a Marlene Ribeiro (Cerejeiras) e Nilta Nunes (Vilhena), ambas representantes do Cone Sul. No texto, a dirigente sindical destaca as principais pautas de reivindicações que motivam a paralisação, e alerta para a precariedade da educação rondoniense, desafiando as gestoras a se pronunciarem publicamente sobre a realidade vivida nas escolas.
O documento também reforça a preocupação com casos de perseguição e assédio contra servidores temporários, segundo denúncias relatadas por dirigentes do Cone Sul, que afirmam estar em constante vigilância nas escolas e ouvindo a categoria.
“Vossa Senhoria terá coragem de ir às redes sociais e à imprensa para dizer que está tudo bem? Que os profissionais estão trabalhando e que não falta nada nas escolas? Solicitamos que vossa Senhoria reveja seus posicionamentos e busque uma forma de intermediar as reivindicações da categoria da qual a senhora faz parte”, provocou Dioneida no documento.

O Sintero reforça que a greve é resultado de negociações frustradas com o Governo de Rondônia, conduzidas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e que a situação nas escolas envolve falta de materiais, infraestrutura precária e demandas antigas não atendidas.
